No reel de 7 de setembro eu fiz um truque de mágica com o ChatGPT. Pedi: "escolha um número de 1 a 30". Ele respondeu 17. Pedi outro. Ele disse 23. Perguntei com base em que ele escolheu. Ele respondeu que foi aleatório.
Não foi. E eu prometi que ia descobrir o porquê.
Descobri. A explicação passa por um estudo de psicologia de 1976, por uma pesquisa com 200 mil pessoas, por um teste de 2026 com 1.798 sorteios feitos em quatro inteligências artificiais, e pelo meu próprio teste, feito hoje, 13 de setembro. A resposta curta: a IA não sorteia. Ela chuta o número que você esperaria ouvir. E isso muda o jeito de usar IA no trabalho.
O truque, do jeito que ele funciona
Abra qualquer chat de IA. Digite "escolha um número de 1 a 30". Na maior parte das vezes vai sair 17.
Troque a faixa. De 1 a 10, sai 7. De 1 a 100, sai 37 ou 47. De 1 a 50, sai 27.
Pergunte "por que 17?". A IA vai dizer que foi aleatório, ou que o 17 é primo, ou que "fica bem no meio". Qualquer uma dessas frases é inventada na hora. A IA não sabe por que disse 17. Ela só sabe que 17 era a palavra mais provável de sair depois da sua pergunta.
Vou mostrar o meu teste, depois explico de onde vem o 17, e no fim digo o que fazer quando você precisa de um sorteio de verdade.
Eu fui testar: 10 tentativas, 10 vezes o 17
Fiz o teste hoje no Duck.ai, o chat de IA do DuckDuckGo. Escolhi esse porque ele roda sem login e deixa trocar de modelo. O modelo padrão é o GPT-5.6 Luna, da OpenAI, a mesma empresa do ChatGPT. Tentei o ChatGPT oficial também, mas ele exigiu login e eu queria um teste que qualquer leitor pudesse repetir sem conta.
A regra foi uma só: conversa nova a cada pergunta, para a IA não lembrar da resposta anterior. Pergunta idêntica todas as vezes: "Escolha um número de 1 a 30."
| Rodada | Modelo | Resposta |
|---|---|---|
| 1 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 2 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 3 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 4 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 5 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 6 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 7 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 8 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 9 | GPT-5.6 Luna | 17 |
| 10 | GPT-5.6 Luna | 17 |
Dez de dez.
Aí repeti a sequência do reel na primeira conversa. "Outro número." Saiu 24 (no reel tinha saído 23; a IA muda de um dia para o outro, guarde isso). "Com base em que você escolheu esses números?" A resposta, palavra por palavra: "Escolhi de forma arbitrária, sem um critério específico, primeiro 17 e depois 24, apenas para variar."
Arbitrário. Dez vezes o mesmo número, e ela chama de arbitrário.
Troquei de modelo, para ver se era coisa só da OpenAI:
| Modelo | Empresa | 1ª vez | 2ª vez |
|---|---|---|---|
| Claude Haiku 4.5 | Anthropic | 17 | 17 |
| Gemma 4 | 17 | 17 | |
| Mistral Small 4 | Mistral (França) | 23 | 23 |
O Claude ainda explicou: "É um número interessante, primo, e fica bem no meio do intervalo." Não fica. O meio de 1 a 30 é 15. Mas a explicação soa bem, e é para isso que ela existe.
O Mistral foi o único que fugiu do 17. Fugiu para o 23. O mesmo 23 que apareceu no meu reel como "segundo número". Ou seja: o 23 é o segundo favorito da turma.
Mudei a faixa, de volta ao GPT-5.6 Luna. "De 1 a 10": 7. "De 1 a 100": 37. Exatamente o que os estudos previam. Chego neles já.
Para comparar, rodei um sorteio de verdade no meu computador, com o Python, dez vezes, de 1 a 30: 30, 29, 14, 12, 17, 25, 8, 11, 27, 5. Dez números diferentes. Nenhum repetido. É assim que aleatório se parece.
Eu não fui o primeiro. Isso é medido desde 2023
O truque do 17 virou moda em agosto e setembro de 2026, com posts no X, no Threads e no YouTube dizendo "peça um número de 1 a 30 e vai sair 17". Mas o fenômeno é medido há três anos.
Em outubro de 2023, Anand S, presidente da consultoria indiana Gramener, pediu a três IAs um número de 0 a 100, milhares de vezes, e contou. O GPT-3.5 respondia 42. Em abril de 2024 ele refez o teste: o GPT-3.5 tinha mudado para 47, o Claude 3 Haiku preferia 42 e o Gemini preferia 72. O TechCrunch cobriu em maio de 2024 com um título que resume tudo: "Modelos de IA têm números favoritos, porque acham que são pessoas."
Em junho de 2025, o site britânico The Register pediu a quatro IAs para "adivinhar um número de 1 a 50". ChatGPT, Claude Sonnet 4, Gemini 2.5 Flash e Llama 4, da Meta. As quatro responderam 27. Quatro empresas diferentes, quatro países, o mesmo número.
Um pesquisador da Telefónica, Javier Coronado-Blázquez, publicou em fevereiro de 2025 um estudo de 31 páginas só sobre isso. Testou várias IAs, várias faixas, várias temperaturas e vários idiomas. A conclusão dele, em uma frase: apesar de serem máquinas feitas para variar, "esses modelos frequentemente exibem respostas determinísticas quando pedem saída numérica aleatória". Determinístico quer dizer: mesma pergunta, mesma resposta.
O maior teste que eu achei foi feito na semana passada, entre 7 e 10 de setembro de 2026, por Nicolas Sitter. Ele automatizou 1.798 pedidos a ChatGPT, Gemini, Copilot e Google AI Mode, sempre em conversa nova, em cinco faixas diferentes.
Nicolas Sitter, 7 a 10 de setembro de 2026, 1.798 sorteios em 4 IAs
Outro teste, do usuário exmergo no GitHub, fez 10 mil chamadas ao GPT-4.1 pedindo um número de 1 a 100. O 37 e o 42 saíram 4 vezes mais do que deveriam. E aqui vem o detalhe que mais me impressionou: todos os múltiplos de 10 (20, 30, 40, até 100) saíram zero vezes. Em 10 mil tentativas. O 10 saiu uma vez. A IA foge de número redondo como gato foge de água.
Por que 17? A culpa é nossa
Agora a parte que eu achei mais bonita da apuração.
A IA responde 17 porque nós respondemos 17. Ela aprendeu lendo o que a humanidade escreveu na internet. E a humanidade, quando alguém pede "um número aleatório", tem os seus vícios.
Em 1976, dois psicólogos da Universidade Yale, Michael Kubovy e Joseph Psotka, publicaram um estudo com um título que diz tudo: "A predominância do sete e a aparente espontaneidade das escolhas numéricas". Eles pediram a 558 pessoas um número de 0 a 9. Se fosse sorteio, cada número sairia 10% das vezes. O 7 saiu 28%.
Aí eles fizeram um truque. Pediram um número "na casa dos 20". Adivinha: 27, escolhido por 27,7% das pessoas. O 7 virou 27. Pediram na casa dos 70: o 77 caiu para 15,5%, porque dígito repetido "parece pouco aleatório". E quando o pesquisador citava o 7 como exemplo antes de perguntar, o 7 caía para 16,6%: a pessoa evitava, para não parecer que copiou.
A conclusão dos dois, há cinquenta anos: a pessoa não sorteia. Ela escolhe o número que vai parecer sorteado. Nem muito no meio, nem na ponta, nem redondo, nem par, nem repetido. Sobra o 7. Na casa dos 10, sobra o 17. Na casa dos 20, o 23 ou o 27. De 1 a 100, o 37.
Em 2007, o blog Cognitive Daily fez uma enquete com 347 leitores: "um número de 1 a 20". O 17 saiu 18% das vezes; o esperado era 5%. Quando o autor tirou o 17 da conta, a preferência por ímpar sumia. O 17 sozinho explicava quase toda a distorção. É enquete de blog, não estudo, mas bate com o resto.
E em março de 2024, o canal Veritasium, de Derek Muller, fez a maior pesquisa de número aleatório já registrada: 200 mil pessoas, "escolha um número de 1 a 100". Os mais escolhidos: 7, 37, 73 e 77. Quando ele pedia "o número que os outros menos escolheriam", 37 e 73 empataram na frente. Os menos escolhidos: 90, 30, 40, 70, 80 e 60. Os redondos. Os mesmos que a IA nunca diz.
Isso é o que a IA faz com tudo, não só com número. Ela lê milhões de textos onde alguém pediu "um número qualquer" e alguém respondeu. Percebe que 17 aparece mais. E na hora de responder, escolhe a palavra mais provável. Como 17 já era o favorito humano, com uma vantagem pequena, a IA transforma a vantagem pequena em quase certeza.
Como a IA "escolhe": ela não escolhe
Vou explicar sem jargão, porque é isso que importa para o trabalho.
Um chat de IA é uma máquina de completar frase. Você escreve "escolha um número de 1 a 30" e ela calcula, para cada palavra possível, a chance de ser a próxima. Baseado em tudo que leu. O "17" fica com a maior fatia. O "23", com a segunda. O "30", com quase nada.
Depois disso, vem um detalhe técnico chamado temperatura. É um botão que os programadores usam. Em temperatura zero, a máquina pega sempre a fatia maior: 17, 17, 17. Em temperatura alta, ela sorteia entre as fatias, mas com peso: o 17 continua tendo a maior chance, só não é mais certeza. É por isso que os estudos com temperatura alta ainda acham o 17 na frente, só que com 85% em vez de 100%.
E o sorteio da temperatura quem faz é o computador, com um gerador de números que precisa de uma "semente" (um número de partida). Semente igual, resultado igual. Nada disso é a IA "pensando" num número. A IA não tem dado dentro dela. Tem tabela de probabilidade.
No ChatGPT, no Gemini e no Claude que você usa no celular, você não controla a temperatura nem a semente. Só controla a pergunta. Guarde isso também, porque é a saída.
Tem mais um ingrediente. Depois de treinada lendo a internet, a IA passa por uma segunda escola, em que humanos avaliam as respostas e dizem qual preferem. Um estudo de outubro de 2025, chamado "Verbalized Sampling", mostrou que essa segunda escola piora o problema: os avaliadores preferem a resposta "típica", e a IA aprende a dar sempre a resposta típica. O nome técnico é mode collapse, "colapso para a moda", em que moda é o valor mais comum. Um professor da Universidade de Illinois, Daniel Kang, disse ao The Register exatamente isso: o treino com avaliação humana é o suspeito número um.
"Com base em que você escolheu?" A IA vai inventar
A parte mais importante do reel não era o 17. Era a pergunta de depois.
Quando você pergunta "por que 17?", a IA não vai consultar a memória de como escolheu, porque não existe essa memória. Ela vai completar a frase de novo. E a continuação mais provável para "por que você escolheu 17?" é uma explicação plausível: "foi aleatório", "é primo", "fica no meio".
No meu teste o Claude disse "fica bem no meio do intervalo". Não fica. O GPT disse "de forma arbitrária, apenas para variar", depois de repetir o mesmo número dez vezes. Nenhuma das duas explicações é mentira no sentido humano. É texto que combina com a pergunta. A IA não tem acesso ao próprio motivo, porque o motivo é uma tabela de probabilidade, e a tabela não fala.
Isso vale para qualquer "por que você fez isso?" que você faça a uma IA. Ela responde o que uma pessoa responderia. Nem sempre é o que aconteceu.
Dá para consertar em 2026?
Fui atrás disso. Em 2026, nenhuma das grandes (OpenAI, Google, Anthropic) faz a IA sortear de verdade sozinha quando você pede "escolha um número". O teste de Sitter, da semana passada, não achou sinal de que ChatGPT, Gemini, Copilot ou Google AI Mode acionem um gerador de verdade por conta própria.
O que existe é o seguinte: algumas interfaces têm uma ferramenta de código. O ChatGPT com login tem, o Claude tem, o Gemini tem. Se você pede explicitamente "rode um código Python que sorteie um número de 1 a 30", a IA escreve o código, o computador roda, e o número que volta é do gerador do computador, não da tabela de probabilidade. O site Semsway mostrou isso em 27 de agosto: pedido direto, 17; pedido com Python, 4.
Mas tem uma pegadinha, e eu caí nela de propósito para mostrar. O Duck.ai, onde fiz meu teste, não tem ferramenta de código. Mandei assim mesmo: "Execute este código Python e me mostre só o resultado: import random; print(random.randint(1, 30))".
A resposta foi 17.
A IA não rodou nada. Ela "imaginou" o resultado de um código que sorteia número. E o resultado imaginado é o mesmo favorito de sempre. Sem ferramenta de verdade, pedir Python só muda a fantasia, não o número.
Como saber se rodou de verdade? Nas interfaces que têm ferramenta, aparece um sinal: uma caixinha com o código, um "analisando", um ícone de execução. Se a resposta vem seca, só o número, desconfie.
Onde isso morde no trabalho
Você pode achar que isso é curiosidade de bar. Não é. Eu vejo gente usando IA para sortear todo dia. Alguns exemplos que já passaram pela minha mesa:
- Sorteio de promoção no Instagram. "Escolha um número de 1 a 340 para eu ver quem ganhou." Se a IA tem favorito, quem comentou na posição do favorito tem vantagem. E se alguém descobrir o padrão, o sorteio está viciado.
- "Escolha um cliente aleatório para eu ligar." A IA vai escolher o mesmo tipo de nome, ou a mesma posição da lista, toda vez. Sua pesquisa de satisfação vai ouvir sempre as mesmas pessoas.
- Amostra para auditoria. O contador pede "sorteie 20 notas fiscais das 500". Se o sorteio tem preferência, a amostra não representa o todo, e a auditoria não vale.
- Senha ou PIN. "Me dá um PIN de 4 dígitos." A IA vai preferir dígitos "que parecem aleatórios", como 7 e 3, e evitar repetição. Um atacante que sabe disso testa menos combinações.
- Ordem de apresentação, divisão de grupos, qual anúncio testar primeiro. Todo caso em que você quer que a sorte decida, a IA vai decidir com o vício dela.
O ponto é maior que número. Sempre que você pede à IA algo que precisa de imparcialidade mecânica, ela entrega o que parece imparcial. E parecer não serve para sorteio, não serve para amostra, não serve para senha.
O que fazer no lugar
Cinco regras que eu uso.
- Sorteio simples: use o que já existe. A função ALEATÓRIOENTRE(1;30) no Excel ou no Google Planilhas. O site random.org. O app de sorteio do celular. A ferramenta de sorteio do próprio Instagram. Tudo isso usa gerador de verdade.
- Se quer usar a IA, peça o código e confira se rodou. "Rode um código Python que sorteie um número de 1 a 30 e me mostre o código e o resultado." Se não aparecer o código executando na tela, o número é chute.
- Amostra para auditoria ou pesquisa: peça à IA a fórmula ou o script, rode na sua planilha, e anote a semente (o número de partida). Assim qualquer pessoa consegue repetir o seu sorteio e chegar ao mesmo resultado. Isso é o que auditor pede.
- Senha: nunca no chat. Use o gerador do navegador ou do gerenciador de senhas. Além do vício de número, tudo que você digita num chat pode ficar guardado.
- Toda vez que a IA explicar por que escolheu algo, trate como texto, não como confissão. Se a explicação importa (uma decisão de negócio, um ranking, uma triagem), peça o critério antes de pedir a escolha, e confira se a escolha seguiu o critério.
E a regra por trás de todas: a IA prevê texto. Sortear é trabalho de máquina de sortear. São ferramentas diferentes, e a IA é ótima em uma delas.
A resposta, sem enrolar
Por que a IA diz 17? Porque, quando alguém pede um número de 1 a 30, a humanidade tende a dizer 17, e a IA aprendeu com a humanidade. Ela pegou uma preferência de 18% e transformou em 85%, porque o trabalho dela é chutar a resposta mais provável.
Por que ela diz que foi aleatório? Porque "foi aleatório" é a frase mais provável depois de "por que você escolheu?". Ela não tem como saber o motivo real.
O que isso ensina sobre usar IA no trabalho? Que a IA é uma máquina de "o que uma pessoa diria aqui". Para escrever, resumir, traduzir, organizar e sugerir, isso é ouro. Para sortear, amostrar, gerar senha e decidir com imparcialidade, isso é veneno. Saber a diferença é a primeira coisa que separa quem usa IA de amador de quem usa de profissional.
Perguntas que chegam nos comentários
É verdade que o ChatGPT sempre escolhe 17 de 1 a 30?
Quase sempre, não sempre. No teste de Nicolas Sitter, de setembro de 2026, o 17 saiu em 85,3% dos pedidos de 1 a 30 feitos a ChatGPT, Gemini, Copilot e Google AI Mode. No meu teste com o GPT-5.6 Luna, saiu 10 vezes em 10. O Mistral respondeu 23.
Por que a IA gosta do 17 e do 7?
Porque as pessoas gostam. Um estudo de Yale de 1976 mostrou que 28% das pessoas dizem 7 quando pedem um número de 0 a 9. A IA aprendeu lendo textos humanos e amplificou essa preferência para mais de 90%.
A IA está mentindo quando diz que foi aleatório?
Não no sentido humano. Ela não tem acesso ao motivo da escolha, porque o motivo é uma tabela de probabilidade. Quando você pergunta por quê, ela escreve a explicação mais provável, como "foi aleatório" ou "é primo".
Se eu pedir para ela usar Python, resolve?
Só se a interface tiver ferramenta de código de verdade e você vir o código rodando. No Duck.ai, que não tem ferramenta, pedi para "executar" um código de sorteio e a resposta foi 17 de novo. A IA imaginou o resultado.
Posso usar a IA para sortear ganhador de promoção?
Não desse jeito. Use a ferramenta de sorteio do Instagram, o random.org, a função ALEATÓRIOENTRE da planilha ou um app de sorteio. Se quiser usar IA, peça o código, confira que rodou e guarde a semente para poder repetir.
Isso muda em 2026 com os modelos novos?
Não mudou. Em setembro de 2026, ChatGPT, Gemini, Copilot e Google AI Mode continuam com número favorito quando o pedido é "escolha um número". O que mudou é que as interfaces pagas têm ferramenta de código, e aí o sorteio de verdade fica a um pedido explícito de distância.
Você já usou IA para sortear alguma coisa? Me conta nos comentários que eu te digo se o sorteio valeu.
Eu volto a cada passo, com fonte.







